Ana Raspini é viajante, além de professora de Inglês, e escritora.

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Brasileira, professora de Inglês, escritora, mas acima de tudo, viajante.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Lista de Viagem (o que levar na bagagem)

Eu já falei aqui da minha Lista pré-viagem, com todas as providências que você deve tomar antes de viajar.

Também já falei aqui do meu Kit Avião, uma pequena bolsinha com itens de sobrevivência para voos longos.

Agora quero falar da minha Lista de Viagem, uma lista que contém todos os itens que não posso esquecer de levar na bagagem, separados por destino, e as últimas providências a tomar antes de sair de casa.

NA MALA:
  • Absorvente, lâmina de depilação
  • Alicate de unha, lixa de unha, cortador de unha, tesoura
  • Shampoo, condicionador, creme para pentear, etc
  • Fio dental, escova de dentes, creme dental
  • Carregadores de celular
  • žMáquina fotográfica, carregador
  • Leitura para a viagem, Músicas para viagem
  • Pijama, chinelos para o hotel

NA MALA - LUGARES FRIOS
  • Luvas, cachecol, casaco, touca, protetores de orelha.
Confira mais detalhes na nossa matéria Inverno no Hemisfério Norte: o que usar.


NA MALA - LUGARES QUENTES
  • Filtro solar, chapéu, óculos de sol, biquíni/maiô, saída de banho, bolsa de praia, chinelos.

DOCUMENTOS:


  • Passaportes
  • Passagens (ônibus/trem/avião)
  • Seguro viagem


MEDICAMENTOS:

Anticoncepcional

Vitamina C

Antigripal

Antiácido/Remédio para azia

Relaxante muscular (com e sem cafeína)

Energético

Remédio para diarréia (você vai precisar!)

Analgésico/antitérmico



AÇÕES NA CASA:

Tirar os lixos

Comida, água, areia para seu Pet

Desligar aparelhos eletrônicos

Preparar lanche para a viagem

Água para a viagem

Lavar, secar e guardar toda a louça



Esqueci de algo? Conta aí nos comentários!

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Porque eu NÃO invejo o casal que se aposentou aos 30 anos para viajar o mundo

Já faz um tempo que eu adio este texto... Já iniciei e parei ele umas duas vezes... Sempre fico na dúvida se a polêmica vale a amizade, hehe.

A história do Casal que acumulou 1 milhão de dólares aos 30 anos, se aposentou e hoje viaja pelo mundo, a princípio, me chamou a atenção, claro! Abri a matéria imediatamente para saber COMO ELES FIZERAM ISSO? Também quero!

Porém, a cada linha, minha empolgação se dissipava.

Primeiramente, ambos tinham empregos corporativos com altos salários, o que já os distancia da minha, da sua, da nossa realidade.

Mas o que mais me entristeceu foi a parte em que eles contam sobre todos os sacrifícios que fizeram para alcançar esse milhão. As mazelas chegaram ao ponto de usar mais blusas e casacos dentro de casa só para evitar ligar a calefação! Eles moram nos EUA!

Além dessas privações no estilo de vida, eles trabalharam como loucos, atrás de promoções, aumentos e bônus. Trabalharam muitas horas mais do que os outros colegas.

Toda essa abnegação, de trabalho duríssimo e cortes absurdos nas atividades diárias, durou aproximadamente 7 anos!

Enquanto lia a matéria, meu cérebro só conseguia pensar: "E se eles tivessem morrido durante esse período de privações?"

Que ironia teria sido morrer no meio do caminho, no meio do plano, exaustos e infelizes.

Eu não faria o mesmo. Eu não faço isso na minha vida diariamente porque eu tenho uma visão muito clara da minha mortalidade e não acho que tamanho sacrifício vale a dúvida de estar vivendo de modo que me faça desejar morrer.

"Um criminoso foi condenado a prisão perpétua, porém sua pena foi reduzida pela metade. Como pode ser cumprida sua sentença?"

Da mesma maneira que esse desafio mental funciona, funciona a nossa vida.

O criminoso viverá um dia preso e um dia livre, pelo tempo que durar sua vida.


Como não sei quanto tempo permanecerei aqui, prefiro trabalhar um dia e viajar no outro (ou quase isso), e seguir assim, tendo a certeza de que metade do tempo que eu tinha foi fazendo o que eu mais amava.


Imagem Divulgação

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Quando um turista morre...

Toda morte violenta choca. Em geral, uma vida ceifada num acidente ou num crime causa mais revolta do que uma levada pela doença.

Mas certas mortes me dóem mais... Ontem, um técnico e medalhista alemão morreu no Rio, após um acidente de táxi...

Emociona-me muito quando fico sabendo de alguém que morreu durante uma viagem, longe de casa e da sua família.

Stefan Henze, o técnico alemão, veio ao Brasil participar das  Olimíadas, acompanhar a delegação alemã, conhecer o Rio de Janeiro...

Diferentemente de dezenas de outros atletas, que se recusaram a vir ao Brasil, deixando assim de competir, alegando preocupação com zica vírus, violência, poluição.

Stefan, não.

Como qualquer bom viajante, ele se 'arriscou' ao encarar o desconhecido.

Não é isso que fazemos, viajantes? Quando viajamos, nos colocamos a disposição do desconhecido, do acaso.

E é por isso que o turismo é uma reverência à cultura do outro. É abrir o coração para entender quem o outro é, como ele vive, o que come, o que faz, mesmo que isso signifique algum grau de periculosidade, ou altíssimo grau de desconforto.

Stefan não foi o único turista a morrer no Brasil. Brasileiros morrem no exterior. Abrir o coração para o outro tem desses perigos.

Exercito-me internamente, agora, para não deixar esse medo me impedir de dar o próximo passo.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Roteiro de 3 (ou 4) dias em Buenos Aires (com gastronomia)

Fui a Buenos Aires no feriado de Tiradentes deste ano (2016), cheguei na quinta à tarde e voltei no domingo ao meio-dia.

Seguem, então, minhas sugestões do que ver e onde comer em 3 dias na capital Argentina.

DIA 1

Chegando até umas 18h no seu hotel, ainda é possível aproveitar o Dia 1 para ver o sol se por em Puerto Madero. Uma amiga disse que o pôr-do-sol era o momento perfeito para se estar em Puerto Madero por conta das luzes dos guindastes que se acendem e o reflexo que produzem na água. De fato, recomendo essa região à noite. Lá, você verá a Puente de La Mujer, a Fragata Sarmiento, que é uma antiga embarcação que virou um museu náutico, e fotografar os guindastes que eram usados para descarregar produtos no porto. Não deixe de jantar uma Parrilla e tomar um sorvete na Freddo, de doce de leite, claro.




Todos os restaurantes nessa região são caros, mas o Cabaña Villegas é o mais acessível deles. Serve Parrilla de qualidade e tem vinhos bons em taças.

Se tiver tempo, já no primeiro dia, dê uma passada rápida no Café Tortoni e garanta seu ingresso para o Show de Tango deles, sobre o qual já falei aqui.

P.s.: Se você chegou na cidade bem cedo no primeiro dia, aproveite para fazer os passeios pelo centro, sugeridos abaixo.

DIA 2

Comece o dia se deliciando com as Medialunas da Canape, Cafe e Panaderia, na Calle Uruguay, 673. Padaria simplinha, mas que vai te deixar boquiaberto.


Teatro Colón - interior

Neste dia, explore a região central ao máximo. Faça um passeio a pé passando pelo Teatro Colón, que oferece tours guiados em Espanhol e Inglês, o valor é 200 pesos por pessoa e o passeio é de cerca de 1 hora.














Catedral Metropolitana - exterior
Catedral Metropolitana - interior














Depois, siga para o Obelisco e, se estiver com fome, pare para um churros com chocolate quente no Café Tortoni (e compre ingressos pro show de Tango, caso não tenha tido tempo no dia anterior). Depois, siga para a Plaza de Mayo, onde você verá a Catedral Metropolitana, linda por dentro e por fora, e a famosa Casa Rosada.


Plaza San Martín

Depois, caminhe pela Calle Florida, que é uma rua com lojas e casas de câmbio, até chegar na belíssima Plaza San Martín.

Se sobrar tempo, dê uma rápida passada no El Ateneo, teatro que virou uma livraria.
À noite, emocione-se no Show de Tango.

Nessa região central, recomendo o Restaurante Million, na Calle Parana, 1048.




DIA 3


Rosedal

Rosedal











No terceiro dia, é tempo de explorar os Bosques de Palermo e o bairro da Recoleta. Comece pelos Bosques de Palermo, que são o Rosedal, com entrada gratuita, e o Jardim Inglês, que é pago (confesso que não quis entrar no Jardim Inglês, mas de fora pareceu impressionante).


Floralis Genérica

Ali perto é a Plaza de las Naciones Unidas, onde fica a Floralis Genérica. Depois siga para a Recoleta, para ver o famoso Cemitério da Recoleta.


Cemitério da Recoleta

















Música ao vivo no Caminito

Caminito















Se sobrar tempo, pegue um metrô e depois um táxi para conhecer o Bairro La Boca, onde fica o Caminito. O passeio é rápido, mas é perfeito para um fim de tarde, com uma Quilmes gelada e a música ecoando por todos os cantos do lugar.

Almoce no delicioso e tradicional (e com bom custo-benefício) Don Julio, na Calle Guatemala, 4691, próximo aos Bosques de Palermo.

Para mim, o quarto dia foi um tanto triste. Eu havia planejado ver a Feira de San Telmo, que só acontece aos domingos, ainda antes de embarcar de volta pra casa. Eu imaginava que, se chegasse às 8h em San Telmo, veria a feira até umas 9h30, voltaria ao hotel até às 10h, e estaria às 11 no aeroporto, para pegar o voo ao meio-dia. Acontece que só lá em Baires descobri que a Feira só começa às 10h da manhã. Resultado, não conheci a feira... Mas, se você tem um voo mais tarde que o meu no domingo de volta, pegue um metrô e vá até este famoso mercado de pulgas.

...

Talvez você também queira ver as outras matérias sobre a cidade:

Buenos Aires, onde conto minhas lembranças afetivas da capital Porteña;
Buenos Aires - 8 anos depois e 2 gripes suínas mais tarde, onde conto sobre os motivos que adiaram minha visita à cidade em, nada mais, nada menos, que 8 anos!
E os Videos do show de Tango do Café Tortoni, para te deixar com água na boca!

sexta-feira, 24 de junho de 2016

BUENOS AIRES

Uma viagem adiada há 8 anos, essa era a sensação. Parte da minha pesquisa sobre Buenos Aires foi pegar o caderninho de anotações que eu mantinha em 2008. Tão estranho pensar que todas aquelas atrações, restaurantes e cafés embremáticos, comidas e bebidas típicas estariam lá me esperando 8 anos depois.

Buenos Aires carrega consigo um peso. Um peso aristocrata. Um peso Europeu. Um peso que os argentinos se orgulham de carregar e que existe desde antes deles ou da própria cidade existir.

Existe uma animosidade estranha entre brasileiros e argentinos. Mas eu, que não me importo com rixas de futebol, ou com o próprio esporte, penso que apenas pelo banheiro, os Porteños já nos derrotaram. Jogar o papel higiênico na privada já os coloca um passo a frente de nós.

Não diga que o idioma é o Espanhol, eles se ofendem. É um idioma próprio e arrastado na medida certa para confundir o turista.

Mas o idioma da música e da dança é universal. No tango, na milonga, nas boleadeiras, nas letras de Gardel, todos se entendem, e se encantam, e aplaudem e se emocionam.

A carne é diferente, mas não tenha medo de arriscar. Se estiver sem sal, os restaurantes já estão habituados a essa reclamação brasileira, e o saleiro sempre vai estar sobre a mesa. Vá em frente, pode pedir a morcilha!

Mas lembre-se: eles são bons em Malbec. Não peça outra coisa. Eu não entendi, mas os vinhos brancos são sempre doces por lá. Depois da segunda tentativa e erro, fiquei no Malbec mesmo.

Não tome café da manhã no hotel. Vai por mim. Ache uma padaria humilde, com atendentes meio mal-humorados, e lá você terá a experiência reveladora de uma medialuna de manteiga com café que vai te fazer sonhar acordado dias depois. Meses depois.

E não esqueça do sorvete de doce de leite, das milanesas, da pizza diferentona. Tome uma Quilmes para refrescar e uma Patagônia para celebrar.

Sente-se numa mesa de bar no Caminito para ver uma herança Italiana que ultrapassa ela mesma. Sente numa mesa externa para comer Parrilla e observe uma herança Gaúcha que também excede a si mesma.

Ande pelas ruelas, perca-se nos bairros, e seja o brasileiro que excedeu a si mesmo.









quarta-feira, 8 de junho de 2016

Buenos Aires, 8 anos depois e 2 gripes suínas mais tarde

Buenos Aires é, geralmente, o primeiro destino internacional dos brasileiros nesta vida.

Era pra ter sido o meu também. Mas acabou sendo o décimo.

Deixe-me explicar.

No ínicio de 2008, decidi fazer um mini-intercâmbio em Buenos Aires, pois eu estudava espanhol na época. Comprei um pacote que incluia curso, estadia e passagens aéreas, e comecei a pagar o pacote em várias prestações. O intercâmbio seria em julho daquele ano.

Acontece que - para aqueles jovens que não lembram - 2008 foi o ano em que ouvimos falar, pela primeira vez, da assustadora e assoladora gripe suína. E os países mais afetados na America Latina eram justamente aqueles com invernos mais rigorosos, dentre eles, Argentina e Chile.

Na ocasião, o governo brasileiro sugeriu a quem tivesse viagem marcada para esses países, que a cancelasse, por medida de precaução.

A gripe suína, depois renomeada H1N1, que teve novo surto este ano, estava matando milhares de pessoas. Por isso, com medo de possíveis processos jurídicos, a empresa que estava organizando o meu intercâmbio cancelou tudo.

Fiquei desolada. Aquela iria ser minha primeira viagem internacional e eu já havia pago mais da metade do valor do pacote. Sem contar toda a pesquisa e montagem de roteiro!

Eis que, quase 8 anos mais tarde, depois de ter viajado para uns 10 países, surge a oportunidade de comemorar meu aniversário (que, pela segunda vez na minha vida, caiu num feriadão) em Buenos Aires.

Agarrei a chance com unhas e dentes e não me arrependo. Mesmo tendo ido já 7 vezes à Europa, Buenos Aires é única. Baires é uma mini-Europa com os benefícios extras do tango e da carne abundante.

Segue, também, meu relato lírico sobre a cidade.


quarta-feira, 1 de junho de 2016

Nossos videos do Show de Tango em Buenos Aires

Eu já havia explicado com detalhes neste post como funciona o Show de Tango do Café Tortoni. Mas dizem que uma imagem vale mais que mil palavras, então, seguem dois videos que fiz do show.

No video abaixo, vemos o cantor interagindo com a platéia, convidando para cantar "Por una Cabeza", de Carlos Gardel:


E no video abaixo, vemos uma das muitas apresentações de dança, neste caso com todos os 4 casais de bailarinos:


O show do Café Tortoni tem teatro, música, dança e até uma apresentação de Boleadeiras. Uma experiência Portenha imperdível!

terça-feira, 24 de maio de 2016

Como é o show de Tango do Café Tortoni, em Buenos Aires

Antes de ir a Buenos Aires, já sabia que queria ver um show de Tango. Mas assim como fiz com o show de Fado em Lisboa, sabia que não queria ver nenhuma superprodução à la Hollywood. Eu queria ver algo mais "raiz"...

Os shows caros e produzidos, caso você queira ver, são no Rojo Tango, no Señor Tango, entre outros. Nessas casas, existe a opção de ver apenas o show, ou ver o show + jantar. Todos os sites e avaliações de turistas que li durante a pesquisa pré-viagem diziam que a comida nesses lugares é fraca.

Uma amiga (oi, Thais!), e depois outros conhecidos, super indicaram o show de Tango do Café Tortoni, que também é um dos must-see de Buenos Aires. Cafeteria antiga e charmosa, foi uma das primeiras instalações do tipo na cidade e reunia os artistas e intelectuais da época em que Carlos Gardel trazia o Tango para as bandas do Rio da Prata.

Essa minha amiga comentou que o Tortoni fazia 2 shows por noite, e que o mais animado era, sem dúvida, o último. Com medo de ficar sem ingresso, ou num lugar ruim, já passamos lá no dia da nossa chegada (quinta), e compramos o ingresso pro show do dia seguinte. No entanto, chegando lá, o cara que vende os ingressos disse que eles haviam parado de fazer 2 shows, por falta de platéia, e estavam fazendo apenas um por noite, às 20h. Eles sempre pedem que você chegue meia hora mais cedo.

O show de Tango do Café Tortoni é um dos mais baratos, 300 pesos por pessoa. Você fica sentado em mesas para 4 pessoas. No nosso caso, como éramos apenas 2, dividimos a mesa, na ocasião, com dois rapazes da Coréia do Sul. Você sempre terá de dividir a mesa, se estiver em menos de 4 pessoas. O garçom (russo!!!) traz o cardápio e tira os pedidos antes do show começar. Você pode consumir qualquer coisa do cardápio, mas eles não repõem durante o show.

O show é uma mistura de teatro, dança, canto e apresentação musical. Tem um cantor principal, muito bom, 4 casais que dançam, e existe um intervalo nesse "teatro-dança-cantoria" para um homem que se apresenta com boleadeiras, acompanhado de outro que toca o tambor típico dos GauchosO show leva, aproximadamente, uma hora.

Mas para nosso espanto, ao final do show, exigiram que todos saíssem da salinha subterrânea onde acontece o show. Nós, que ainda não tínhamos terminado nosso vinho, ficamos nas mesas do café, e foi então que vimos que, SIM, eles têm uma segunda sessão do show! Fiquei bem ofendida, porque queria ter visto essa sessão mais tarde, pois facilita no quesito "jantar". O Café Tortoni é um tanto caro, e não oferece refeições de verdade. Ou seja, acabamos não jantando e ficando com fome no fim da noite...

Mas o show em si é empolgante, eles interagem muito com a platéia. Achei a experiência sensacional!

Fique de olho na nossa página no Facebook para ver os videos que fiz lá! Ou veja os dois melhores nesse post!




quarta-feira, 11 de maio de 2016

O que fazer e onde comer em Paris

Fiquei apenas 4 dias em Paris, e aqui estão as experiências que tive nesse tempo. Resumidas, claro. Fiz um roteiro dinâmico, com algumas sugestões famosas, e outras nem tanto, mas confesso que algumas coisas ficaram pra próxima.

Pegue o metrô Palais Royal Musée Du Louvre linha 1 e desça no Musée Du Louvre para vê-lo de fora. Se for vê-lo por dentro, reserve uma tarde toda para as suas seções preferidas, ou um dia todo para ver o lugar por completo.

Dica de refeição perto do Louvre, para quem for passar o dia no museu e ficar com fome:

Le Comptoir de la Gastronomie, 1o. arrondissement, perto do Louvre
34 Rue Montmartre
Metrô: Etienne Marcel (linha 4)
De segunda a quinta de 12h às 23h, sexta e sábado de 12h às 0h

Este restaurante é especializado em Foie Gras. Lá comemos sopa de cebola, um clássico francês, e Ravioles de foie gras de pato com creme de trufas. Foi a refeição mais cara que fizemos em Paris: aproximadamente 65 euros, com vinho.


A partir do Musée du Louvre, caminhe até os Jardins des Tuileries: Belíssimos jardins onde os franceses lêem o jornal. Caminhe por lá com calma. O jardim termina na também bela Place de la Concorde.

Fomos ver o Arco do Triunfo seguindo pela Champs-Elysées. Do Louvre até o Arco são quase 4km, por uma rua turística e muito cheia de gente. Leva de 1h a 1h30. Eu fiz, mas não recomendo se for uma viagem curta. Achei o Arco dispensável. Porém, se você é muito fã, tem como entrar nele.

Daqui, pode-se ainda optar por ir até a Église de la Madeleine, que é linda por dentro e por fora, com colunas gregas.





Quem gosta de museus, não pode perder, além do Louvre, outros dois museus menores, mas muito importantes na capital francesa:

Orangerie - Museu pequeno e fofo, onde se precisa de apenas umas 2hs, e estão as Ninféias, de Monet.



D’Orsay - Museu que fica numa antiga estação de trem, lindíssimo. Dizem que é o verdadeiro museu dos parisienses. Precisa-se de umas 4 a 6hs para vê-lo por completo.

Compre os ingressos dos dois juntos e vai economizar. O passaporte Orsay + Orangerie custa 16 euros.

Caminhe pelas margens do Sena até 
Notre Damme.



Eu, particularmente, sugiro ver a torre de uma maneira mais ‘glamurosa’ e inesquecível: Pegue um metrô para a estação Trocadéro, e, ao sair da estação, vá até os Jardins du Trocadéro. De lá, você vai ter a melhor vista da Torre. A posição é perfeita para fotos. Depois desça pelos jardins, onde ficam chafarizes gigantes, que fazem um espetáculo de águas a cada hora cheia. Finalmente, cruze a ponte e estará na Torre. Subir ou não, é escolha sua. À noite, a Torre tem um show de luzes a cada hora cheia.



Não tive tempo de ir às Catacumbas de Paris. Amigos, no entanto, dizem coisas distintas: uns adoraram, outros disseram que só os primeiros metros são impressionantes, depois vira mais do mesmo. A entrada custa 10 euros.

Os jardins de Luxembourg são lindos, e não precisa de muito tempo para vê-los. Perto deles também ficam os Jardins Des Plantes.

Também visitamos a St. Germain des Près, a igreja mais antiga de Paris. Fiquei impressionada com a arte em madeira, e com uma concha gigante onde fica a água benta.

Próximo da igreja e do jardim de Luxembourg, sugiro este restaurante:

L’Avant Comptoir, em Saint-Germain-des-Prés, no 6o. arrondissement
3 Carrefour de l’Odéon
Metrô: Odéon (linhas 4 e 10)
Todos os dias 12h às 23h

Tivemos uma refeição inesquecível aqui. O lugar é especializado em petiscos de carne de porco. É apenas um balcão, onde você come em pé mesmo. Sobre o balcão, o melhor pão que já comi na vida, acompanhado de manteiga também feita por eles. Sugiro o peito de porco caramelizado. Gastamos menos de 30 euros o casal, com vinho.

Nesta mesma região, fica a Shakespeare & Co. (onde você precisa ler a inscrição inspiradora que o dono fez quando deu a livraria a sua filha), e a imprescindível Notre-Dame. Custa 8,50 para subir na torre, mas tem uma fila lenta. Para entrar na própria catedral é gratuito, também tem filas, apesar de mais rápidas.

Também nesta região, está a minha sugestão para comer bons crepes franceses: Crêperie de Cluny (20 Rue de la Harpe). Gastamos menos de 40 euros o casal, com cerveja (mas foi uma cerveja bem cara, acima da média).


A Basílica de Sacré-Coeur fica no alto de uma colina, e por isso, é razoavelmente cansativa para subir, mas tem uma vista linda de Paris. A entrada é gratuita. A famosa cena em que Amélie Poulain entrega o livro de fotos a Nino acontece nas escadarias da basílica. Ali perto fica o Moulin Rouge e o café em que Amélie trabalha no filme.

Aqui, eu faço um apelo: se for a um único restaurante em Paris, vá fazer degustação de queijos neste: 

L’Affineur Affiné: 51 rue Notre Dame de Lorette 75009 Paris. Fechado nas terças feiras. Aberto de quarta até sábado das 10.30h até 21.30h. Domingo e segunda das 10.30h até 20.30h.
Se não reservar antes, chegue cedo. Eles têm apenas 7 mesas, e, assim que elas enchem, eles fecham a entrada. A degustação tem, além de queijos, pães feitos lá mesmo, e uma salada primorosamente temperada com mel e mostarda. Pedimos apenas 5 queijos, e já foi mais que suficiente para 2 pessoas. Eu ALTAMENTE sugiro o queijo com trufas negras e o gorgonzola. Gastamos menos de 30 euros o casal, com vinho.


Extras - Abaixo seguem mais passeios que deixamos de fazer e um restaurante que deixamos de conferir por falta de tempo, mas que pretendo fazer na próxima ida a Paris:

Experimentar Escargot no Les Fous de l’Ile, 32 rue des deux Ponts 75004 Paris. Metrô: Pont Marie.

Passeio ao Château de Versailles e a Giverny, os jardins de Monet.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Canções e Álbuns de Viagem

Eu já havia feito uma lista aqui com 7 canções que me dão vontade de viajar.

Mas como a gente não para de conhecer novas canções, decidi dar continuidade a esta lista. Mas, desta vez, também vou falar de 2 álbuns que trazem as viagens no próprio nome, e foram feitos para serem apreciados na estrada (ou no ar).

Segue, então, uma compilação de canções e álbuns para inspirar sua viagem, seja antes de partir, seja para ouvir no avião/trem/ônibus/carro/bicicleta:

Canções

Willie Nelson - On the road again


Billy Joel - Vienna


Jason Mraz - 93 Million Miles


Álbuns

Sabe o filme "Into the Wild", em português "Na Natureza Selvagem"? Então, ele é baseado numa história real, aquele ônibus existe e ainda está lá no mesmo lugar. E pra deixar tudo ainda mais especial, o Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam, fez a trilha sonora do filme toda sozinho. Isso mesmo, todas as canções do filme são escritas e cantadas por ele. É um dos álbuns de viagem mais lindos que já ouvi, apesar de eu não gostar muito do filme (acho muito triste... mas sem spoilers, ok?).

Eddie Vedder - Into the Wild soundtrack


Outro álbum pra ouvir na estrada é o Highway Companion do Tom Petty, que seria traduzido quase que literalmente como "Companhia para a Estrada". Perfeito para Road Trips!

Tom Petty - Highway Companion


Você tem mais alguma sugestão? Deixe nos comentários!

sábado, 30 de abril de 2016

Onde se hospedar e onde comer na Serra Catarinense

O frio chegou e a já tão famosa "corrida da neve" teve seu início esta semana.

Turistas de todo o país, mas principalmente os do sul, enchem os hotéis e pousadas das Serras Gaúcha e Catarinese na expectativa de ver a neve.

Eu, que nasci num lugar que neva, nunca passei pela adrenalida dessa perseguição, mas gosto muito de passear pelas Serras e sei da dificuldade de se encontrar bons hotéis e restaurantes por lá.

Por isso, resolvi fazer um artigo indicando os melhores lugares para se hospedar e comer na Serra Catarinense na minha opinião.

Creio que por causa da sua estação meteorológica, São Joaquim acaba por levar a fama de ponto mais frio do Brasil. Mas não é bem assim. Urubici e Urupema são ainda mais frios!

São Joaquim sofre de uma tremenda falta de estrutura turística, e acredite, já passamos trabalho para encontrar um mero lugar para almoçar lá! Certa vez comemos num restaurante tipo buffet, o único aberto naquele sábado ao meio-dia, e encontramos um cabelo na comida!

Desta forma, seguem algumas dicas. Algumas são minhas, outras são dicas de amigos, mas todas muito confiáveis.

HOSPEDAGEM

Urubici

Pousada Fogo Eterno - Pousada charmosa com ótima estrutura, quartos aconchegantes e jacuzis. Tem passeios a cavalo e uma trilha para um mirante. Oferecem apenas café da manhã.

Refúgio de Montanha Rio Canoas - Esta é dica de uma amiga que é original de Urubici. É uma pousada longe do centro, ou seja, um refúgio mesmo. Dizem que o lugar é lindíssimo, e as avaliações do Tripadvisor são realmente muito boas.

Lages

Hotel Fazenda Pedras Brancas - A proprietária do local diz que ela criou o conceito de hotel-fazenda, sendo, então, o primeiro do país. O local tem dezenas de atividades para adultos e crianças. Ninguém fica parado! Os quartos, no entanto, são bem simples. Oferecem café da manhã e jantar.


Uma das atividades da Pousada: lendas locais e sapecada de pinhão

Sapecada de Pinhão


REFEIÇÕES

Urubici

Paradouro Santo Antônio - O lugar é bem rustico e muito bem decorado. Oferece paella uruguaia e truta, o peixe da região. Foi a melhor truta que comemos em Urubici. O atendimento é bom e a carta de vinhos também.


Truta na crosta de amêndoas

La Fondue Muller - Restaurante bom para comer Fondue, mas cuidado, só oferecem Fondue lá à noite! Não recomendamos o almoço...

A Taberna Bistrô - Bistrô fofinho e com bom atendimento. Recomendo o escondidinho de pinhão.


Manhãs de inverno na Serra Catarinense

terça-feira, 19 de abril de 2016

Lista pré-viagem

Às vezes, eu acho que estou sem conteúdo pro blog, mas daí eu lembro que sou uma obcecada por organização e que minhas pastas do computador são um prato cheio para o blog (ou para um analista).

Eu já havia falado aqui do meu Kit Avião, mas além dele, eu tenho duas listas básicas que confiro antes de qualquer viagem longa, uma do que fazer nos dias anteriores à viagem e uma sobre o que levar na bagagem.

Segue a minha lista pessoal das coisas nas quais devemos pensar antes de uma viagem longa:



LISTA PRÉ VIAGEM
  • Comprar seguro de viagem;
  • Comprar dólares/euros;
  • Buricracias Pessoais (porque, né?): cortar as unhas/fazer as unhas, depilação, cortar o cabelo (adicione aqui fazer escova/pintar o cabelo se necessário);
  • Lavar aqueles itens que você não lava a cada uso, ou que passam muito tempo guardados, tais como cachecóis, casacos pesados, roupas de banho, bonés, etc;
  • Lavar/limpar os sapatos que vão na mala;
  • Pro seu Pet: cortar as unhas do bichano (no caso de gatos, para que eles não machuquem a/o petsitter), estocar ração, areia, patê;
  • Deixar telefones úteis e chaves da sua casa com, pelo menos, um vizinho e um parente próximo.

O que mais você providencia antes de uma viagem? Deixe sua dica nos comentários!

Logo postarei a lista de itens para levar na mala!


quinta-feira, 7 de abril de 2016

Roteiro de 4 dias em Foz do Iguaçu

Ficamos em Foz um total de 4 dias, contando a chegada e a saída.

Nesses 4 dias, foi possível fazer tudo que planejávamos, mas abaixo eu conto uma informação que só descobrimos chegando lá:

Dia 1

Chegamos no aeroporto de Foz (que é beeeem pequenininho) no primeiro dia já à tarde. Não somos muito de usar táxi, sempre preferimos aprender a usar o transporte público.

Mas em Foz nem é preciso aprender muita coisa. As linhas de ônibus que são úteis aos turistas são muito bem sinalizadas e os trechos são quase diretos. Do aeroporto ao centro, do centro às Cataratas/Parque das Aves, das Cataratas de volta ao centro, do centro a Itaipú, não importa, é tudo muito fácil de usar.

Porém, a cidade é imensa e as viagens de ônibus longas.

Como o caminho do aeroporto ao centro é longo, já chegamos no hotel lá pelas 16h do primeiro dia. Aproveitamos para tomar banho, nos informar sobre passeios que uma empresa oferecia (os quais recusamos, pois sai muito mais barato fazer tudo você mesmo) e fomos jantar cedo, para acordar super-duper cedo no outro dia.

Recomendo o Bogari Hotel, na Av. Brasil, a apenas 2 quadras da estação de ônibus central. Bom custo-benefício e café da manhã espetacular.

Dia 2

Acordamos muito cedo e pegamos um ônibus para as Cataratas. Bem em frente à entrada pras Cataratas, existe o Parque das Aves. Recomendo fazer o Parque das Aves primeiro.

Depois seguimos para o lado brasileiro das Cataratas do Iguaçu e ao final do dia, fizemos o passeio de barco do Macuco Safari.

Reserva de 2 a 3hs para o Parque das Aves e o resto do dia para as Cataratas.

Veja detalhes deste dia aqui e aqui.

Dia 3

Já muito cansados de toda a caminhada do dia anterior, fomos passar o dia 3 na Argentina. Passamos o dia todo no Parque Nacional Iguazú e à noite fomos jantar um churrasco argentino em Puerto Iguazú.

Veja detalhes e burocracias de como chegar lá aqui.

Na matéria acima, você viu que um dia inteiro no lado argentino das Cataratas não é suficiente para ver todas as trilhas e quedas do parque. Nós não sabíamos disso, acho que poucos brasileiros sabem... O ideal é reservar 2 dias para o lado argentino, mais ideal ainda é se hospedar essa noite em Puerto Iguazú.

A cidade é pequena e muito humilde, mas é também muito turística, ou seja, conta com uma extensa malha hoteleira e um grande leque de restaurantes.

Dia 4

No último dia, passamos a manhã conhecendo a Usina Hidrelétrica de Itaipú, um passeio muito interessante que consiste em um video institucional seguido de um passeio de ônibus pela usina. Com direito a uma passadinha rápida em terras paraguaias.

Não demos sorte com a Usina, pois começou a chover muito, o que além de destruir a vista, acabou nos molhando porque metade dos ônibus são abertos na parte superior, e como bons turistas, era na parte aberta que estávamos.

As cataratas do Iguaçu separam a Argentina e o Brasil, e a Usina de Itaipú fica entre o Brasil e o Paraguai. Por isso, aquela região é chamada de tríplice fronteira. Existe o Marco das 3 Fronteiras, monumento que marca a divisa entre os 3 países, mas que nós não pudemos ver pois estava sendo reformado (em janeiro de 2016).

À tarde, levamos nossos amigos gringos às compras, em Foz mesmo, não queríamos (nem tínhamos tempo de) ir à famosa Ciudad del Este, destino de compras da maioria dos brasileiros. A burocracia para chegar lá é complexa e nosso foco era outro.

Na noite do quarto dia, pegamos um voo de volta a Porto Alegre.

A região de Foz do Iguaçu/Puerto Iguazú me surpreendeu muito pelo nível de preparação e treinamento para receber o turista. É um lugar onde turistas estrangeiros são a grande maioria. Vi recepcionistas e garçons falando espanhol com a mesma naturalidade que falavam português, e falavam inglês sem grandes dificuldades também. Fiquei chocada com o valor de 432 reais por pessoa para um passeio de helicóptero sobre as cataratas, e mais chocada ainda ao ver que o helicóptero fazia um passeio atrás do outro. A infra-estrutura turística da região é invejável, mas os preços a acompanham. Por isso, não pense que Foz é um destino barato.

Mas ver a magnitude da riqueza natural do lugar aliada a pessoas que a preservam foi fascinante! Foz é um destino imperdível, de fato.


Lado argentino das Cataratas
Lado argentino das Cataratas

quinta-feira, 31 de março de 2016

Cataratas do Iguaçu, ou melhor, Iguazú - Lado Argentino

As cataratas dividem o Brasil e a Argentina, e com frequência eu escuto as pessoas dizendo que as Cataratas ficam em Foz do Iguaçu. Não é bem assim.

O Brasil, e por sua vez a cidade de Foz do Iguaçu, tem cerca de 30% do volume total das águas que culminam nas grandes quedas que dividem os dois países. A Argentina, e a cidade de Puerto Iguazú, tem uma extensão muito maior, cerca de 70% do parque e do volume de água.

O que isso significa?

Significa que se você já foi a Foz do Iguaçu e visitou apenas o lado brasileiro das quedas, provavelmente perdeu a maior e mais impressionante parte delas. So sorry.

Mas isso também tem um lado negativo, já chego lá.

Mas vamos começar pelo princípio. Se você está hospedado em Foz, que foi o meu caso, saiba de duas coisas: 1. Ou você gastará muito dinheiro e MUITO tempo tentando chegar nas cataratas argentinas de ônibus, ou você gastará apenas muito dinheiro indo de taxi.

Questionamos vários motoristas de taxi em Foz e todos disseram a mesma coisa: para ser levado às cataratas argentinas pela manhã, buscado no final da tarde, levado para jantar uma parrillada argentina em Puerto Iguazú e depois levado de volta a Foz, o preço fica em salgados R$200. Estávamos em 4 pessoas, o que facilitou um pouco essa decisão. Mas gente, valeu cada centavo.

Ir de ônibus significa pegar um ônibus brasileiro (+/- 6 reais), ir até a fronteira, esperar pelo ônibus argentino, que cobrará absurdos R$20 reais por pessoa, e só então, horas depois, chegar nas cataratas. Como estávamos em 4 pessoas, achamos que economizar tempo e ainda ir jantar em Puerto Iguazu por R50 por pessoa era justo. E assim o fizemos.

Outra coisa importantíssima: 2. A entrada do Parque Nacional Iguazú só aceita pagamento em pesos argentinos e em espécie (200 pesos en efectivo para brasileiros). Não adianta ter reais ou dólares em mãos e nem adianta levar cartão. Por isso, troque seu dinheiro por pesos ainda em Foz. Nós usamos uma das muitas casas de câmbio que ficavam na rua do nosso hotel e os preços eram todos muito parecidos.

Pegamos o taxi de manhã bem cedo e seguimos para a Argentina. É necessário parar na aduana, esperar na fila, mostrar documentos, ganhar um carimbo e só então seguir viagem.

A chegada no parque argentino é meio cômica. A estrutura física é muito inferior à estrutura do lado brasileiro. Esperamos muito tempo por um trenzinho que queimava Diesel, andava a absurdos 5km por hora e levou MUITO tempo até chegar na estação que leva às trilhas.


No lado argentino, os perigosos quatis são ainda mais numerosos, chegando mesmo a investir contra as bolsas das pessoas e lanches sobre as mesas. Mas, mesmo assim, ainda acho esses bichinhos fofos...


- Eu não pareço muito fofinho?

Como eu havia falado neste post, o lado brasileiro tem apenas 2 trilhas, sendo a principal delas a famosa Garganta do Diabo.

Ocorre que no lado argentino, a trilha que leva à versão deles da Garganta do Diabo é a menos impressionante. O lado argentino tem um total de 5 trilhas, mas o parque é tão grande, mas TÃO grande que é praticamente impossível fazer todas em um mesmo dia.

Essa é a parte negativa que eu mencionei antes. Em um dia inteiro, praticamente sem parar, nós fizemos 3 trilhas: a Garganta do Diabo, o Circuito Superior e o Circuito Inferior.

A Garganta do Diabo é interessante porque leva você a olhar para dentro do "olho" da grande queda. A passarela permite que o turista veja a maior queda de todas, em formato circular, de cima, e isso é bem impressionante. O problema é que a trilha até lá é feia, são apenas passarelas de metal sobre o rio.

A trilha do Circuito Inferior é bacana, você desce centenas de degraus e consegue ver uma série de quedas pela parte baixa. Também é possível chegar bem próximo ao rio. Mas lembre-se: é preciso subir tudo de novo depois.

Mas a trilha do Circuito Superior é de longe a mais impressionante. E pensar que estávamos tão cansados que cogitamos não fazer essa trilha...

Nesta trilha você vê dezenas (talvez centenas?) de quedas imensas, algumas tão violentas que  é impossível voltar de lá sem se molhar! A cada curva existe um novo paredão com cachoeiras tão belas, com um volume de água tão impressionante que faz o queixo cair!





O ideal, ideal MESMO, seria ir ao Parque Nacional Iguazú 2 dias seguidos, por conta da extensão do lugar. O parque, inclusive, dá desconto no segundo dia.

Além das quedas, o parque tem uma diversidade incrível de animais e plantas. Eu nunca havia ficado tão próxima de um jacaré, por exemplo. Este bichano estava ao lado da estrada, sem qualquer tipo de proteção!






Deixamos de fazer duas trilhas, mas ficamos absolutamente boquiabertos mesmo assim.

O roteiro desse dia foi ver o lado argentino, o que leva um dia todo, das 8h às 18h, contando com o trajeto de Foz até lá, mais as 3 trilhas do parque. E depois das 18h, quando o parque fechou, pegamos nosso taxi, que estava nos esperando como combinado, e fomos jantar em Puerto Iguazú.

Jantar uma parrillada argentina tomando um Torrontés depois daquele dia longo, foi uma das melhores decisões.

Em Puerto Iguazú, recomendo o restaurante Tio Querido para um jantar informal e barato, e o restaurante La Rueda se você quer algo mais formal.

Leia também:
Foz do Iguaçu: Parque das Aves
Cataratas do Iguaçu: Lado Brasileiro

www.iguazuargentina.com

domingo, 27 de março de 2016

Cataratas do Iguaçu - Lado Brasileiro

Eu já havia falado aqui sobre o Parque das Aves, primeiro passeio que fizemos no nosso primeiro dia cheio em Foz. Como o parque é bem em frente à entrada para as cataratas, decidimos fazer os passeios no mesmo dia.

O lado brasileiro das Cataratas do Iguaçu é muito bem organizado, bem sinalizado e o turista é levado até as 4 paradas existentes num ônibus elétrico, onde uma gravação explica o itinerário do passeio tanto em Português quanto em Inglês. É clara a preocupação do Instituto Chico Mendes com a preservação do local.

Existem 4 paradas pelo caminho até o ponto final do passeio. Uma para a administração do parque, uma para a empresa Macuco Safari (veja mais abaixo) e duas paradas para trilhas: a do Poço Preto e a que todos os turistas fazem, a das Cataratas.

A trilha das cataratas é relativamente longa, mas o turista vai gradualmente se habituando à paisagem: a cada curva você vê quedas d'água que vão aumentando, até culminar na famosa queda Garganta do Diabo.



A Garganta do Diabo é o clímax do passeio. Existe uma passarela pela qual o turista passa para chegar bem próximo da queda. Pode-se, também, subir numa torre para ver a queda maior do alto.



Se você cruzar toda a passarela, ficará ensopado! Vá com roupas confortáveis, que não fiquem transparentes quando molhadas e leve calçado extra se não quiser ficar com os pés molhados no resto do passeio.

Por isso, também não recomendo visitar as cataratas no inverno.

Em todo o parque, tenha cuidado com os quatis. A população desses bichinhos é imensa e placas alertam o turistas para não alimentá-los, nem tocar neles, pois eles podem morder. Porém, os quatis parecem dar um jeito para conseguir comida!



Acabamos não fazendo a segunda trilha, pois já havíamos reservado o passeio de barco da Macuco Safari.

A Macuco Safari oferece um passeio pela selva, seguido de um passeio de barco inflável pelo rio, até as cataratas. O barco entra embaixo da queda um total de três vezes, encharcando o turista. Foi uma emoção difícil de explicar, um misto de medo e adrenalina. O passeio é caro, quase R$200, mas vale cada segundo para quem gosta de aventura. De novo, recomendo levar roupas extras. Nesse passeio você não fica apenas molhado, fica pingando de verdade!


Foto promocional Macuco Safari

Foto promocional Macuco Safari

Foto promocional Macuco Safari

Os funcionários filmam e fotografam tudo, para depois vender os CDs e DVDs na saída. Compramos apenas o CD de fotos, em conjunto com amigos porque achamos caro, mas as fotos são bem feitas.

Essa é a minha sugestão de roteiro para um dos dias da sua viagem. Leia também sobre a minha experiência no lado Argentino das Cataratas.

www.cataratasdoiguacu.com.br
www.macucosafari.com.br